Um balanço apresentado pelo Sebrae na semana passada revelou que desde que foi sancionada a lei que regulamenta o assunto, no dia 24 de abril deste ano, já foram criadas mais de 350 Empresas Simples de Crédito (ESC) no país. O número significa um ritmo de duas novas iniciativas em operação a cada dia nos últimos cinco meses, superando as expectativas para este ano.
Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, assim como a criação do Microempreendedor Individual (MEI) e do Simples Nacional, a Empresa Simples de Crédito foi uma das grandes vitórias dos pequenos negócios, que agora têm um acesso mais fácil ao crédito, sem a burocracia das instituições financeiras e os juros altos.
“Além disso, o dinheiro circula no próprio município, na comunidade, o que faz com que a economia local se movimente”, acrescenta Melles, ressaltando que, se uma pessoa tem dinheiro para aplicar, é mais fácil fazer isso no empreendedorismo, o que vai garantir a geração de mais empregos.
Uma nota publicada pela Agência Sebrae sobre o assunto informou que, segundo uma pesquisa realizada pelo próprio Sebrae em 2018, apenas 14% dos pequenos negócios tomaram novos empréstimos em bancos. O levantamento também mostrou que 62% das micro e pequenas empresas têm aversão a esse tipo de operação e 61% avaliam que o serviço é ruim ou muito ruim, sendo a pior avaliação dos últimos seis anos.
A principal dificuldade para 47% dos entrevistados pela pesquisa é a taxa de juros muito alta, o que levou 54% das MPEs a negociar prazos maiores de pagamentos com fornecedores, adotar o cheque pré-datado, cheque especial ou recorrer ao cartão de crédito.
O balanço sobre o desenvolvimento das Empresas Simples de Crédito mostra que apenas dois estados ainda não possuem esse novo modelo de negócio, que possibilita aos donos de micro e pequenas empresas obter crédito com juros mais baixos e sem burocracia. São Paulo, onde foi criada a primeira empresa dessa natureza, lidera o ranking com 121 ESCs em operação. O Paraná vem na segunda colocação com 28, seguido de Minas Gerais (26), Santa Catarina (25) e Rio Grande do Sul (23). Somente os estados de Acre e Rondônia ainda não contam com nenhuma ESC criada.
O balanço mostra que o capital total de todas as ESC no Brasil é de R$ 168 milhões, sendo o menor de R$ 4 mil e o maior de R$ 10 milhões. De acordo com o levantamento, o aporte mais frequente é de R$ 100 mil. A expectativa do Sebrae era de que o número de empresas chegaria a 300 até o fim de 2019. Mas elas já somam 353 empresas abertas, a três meses do fim do ano. A meta do Sebrae, governo e outros parceiros que contribuíram com a criação da ESC é chegar a mil empresas, até 2020.
Fonte: http://www.agenciasebrae.com.br/sites/asn/uf/NA/empresa-simples-de-credito-ja-soma-mais-de-350-firmas-em-cinco-meses,04ec85a733e5d610VgnVCM1000004c00210aRCRD