Por Edilma Rodrigues
A pesquisa global realizada pela Economist Intelligence Unit (EIU), encomendada pela Temenos, indica que 75% dos executivos de bancos, ouvidos durante a pandemia da covid-19, acreditam que o dinheiro vai representar menos de 5% de todas as transações de varejo globalmente até 2025. 59% deles, concordam que o modelo bancário tradicional baseado em agências estará morto. Esse percentual sobe para 94,3%, na opinião dos entrevistados da América Latina, muito em decorrência do desenvolvimento da tecnologia e suas soluções para tornar o sistema bancário mais ágil, com mais integração entre o banco e o cliente por meio de programas digitais.
Os executivos da AL identificaram como a principal prioridade estratégica a ser implementada até 2025 é melhorar a experiência do cliente. E 42,1% responderam que sua empresa está focada em investir mais em tecnologia de segurança cibernética, em comparação com 35,4% dos entrevistados globais.
O relatório “Forjando novas fronteiras: tecnologias avançadas revolucionarão o setor bancário” destaca que a covid-19 provavelmente vai acelerar a transformação digital dos bancos, que já enfrentam intensa concorrência de agentes de pagamento, big techs e empresas de e-commerce. Na América Latina, os players de pagamento são vistos como os maiores concorrentes entre os participantes não tradicionais, refletindo potencialmente o fato de que os clientes bancários precisam de melhor acesso a serviços digitais para o dia a dia do banco, especialmente em tempos de pandemia.
O estudo aponta que dois terços dos entrevistados, 66%, acreditam que novas tecnologias como a Inteligência Artificial (IA) vão continuar a impulsionar o setor bancário no mundo nos próximos cinco anos. Mais ainda, para 77% deles, desbloquear o valor da IA vai diferenciar os vencedores dos perdedores. “A IA desempenhará um papel fundamental na mudança digital nos próximos cinco anos,” informa o relatório “Forjando novas fronteiras: tecnologias avançadas revolucionarão o setor bancário”, que destaca que a covid-19 provavelmente vai acelerar a transformação digital dos bancos, que já enfrentam intensa concorrência de agentes de pagamento, big techs e empresas de e-commerce.
Na América Latina, os players de pagamento são vistos como os maiores concorrentes entre os participantes não tradicionais, refletindo potencialmente o fato de que os clientes bancários precisam de melhor acesso a serviços digitais para o dia a dia do banco, especialmente em tempos de pandemia.
Estratégia é criar ecossistema digital
Com a crise do novo coronavírus acelerando a digitalização bancária, 45% dos entrevistados dizem que sua resposta estratégica é criar um verdadeiro ecossistema digital e integrar seus serviços digitais autoconstruídos e ofertas de terceiros.
“Sem dúvida, a inteligência artificial desempenhará um papel fundamental na aceleração dessa mudança digital. Mais de três quartos (77%) dos entrevistados concordam que liberar valor da IA será um diferencial importante entre os bancos vencedores e perdedores. E melhorar a experiência do usuário por meio de uma maior personalização ficou em 28% entre os usos mais valiosos dessa tecnologia. Na América Latina, embora geralmente fique atrás de outras regiões quando se trata de novos desenvolvimentos, 63,5% dos entrevistados consideram que novas tecnologias como a IA terão maior impacto até 2025, a par outras regiões,” informa nota divulgada à imprensa.
DevOps, nuvem e segurança
O foco está mudando para a agilidade corporativa com o DevOps, que reúne desenvolvimento de software e operações de TI usando modernas plataformas baseadas na nuvem. De fato, 84% dos entrevistados concordam que o DevOps conduzirá a transformação no core banking, enquanto 81% dos executivos acreditam que uma estratégia de várias nuvens se tornará um pré-requisito regulatório. O foco principal do investimento em tecnologia dos bancos é a segurança cibernética (35%), seguido pelo desenvolvimento de plataformas de IA, como consultores digitais e canais de participação assistida por voz (33%) e tecnologias baseadas em nuvem (27%).
De acordo com o CEO da Temenos, Max Chuard, os bancos estão sob enorme pressão devido aos novos concorrentes, regulamentação contínua e crescimento lento dos lucros – essas pressões se intensificaram como resultado da pandemia. “À medida que a digitalização do sistema bancário continua essas novas tecnologias podem ajudar os bancos a afastar os concorrentes e obter vantagens competitivas. As tendências em relação aos modelos de banco digital, nuvem e SaaS se tornarão mais acentuadas – no novo normal, a necessidade de tecnologia bancária moderna será maior do que nunca,” avalia
O diretor editorial da EMEA – Thought Leadership, The Economist Intelligence Unit, Pete Swabey, acrescenta: “Os bancos de varejo, corporativos e privados já estavam sob pressão para implantar novas tecnologias rapidamente e mudar suas culturas para competir com grandes empresas de tecnologia e agentes de pagamento e entregar uma experiência digital envolvente. Agora, à medida que o banco digital aumenta, como resultado da crise do coronavírus, essa tarefa está mais urgente do que nunca”.
Sobre a pesquisa
Em sua sétima edição anual, o relatório Economist Intelligence Unit inclui, pela primeira vez, respondentes de bancos comerciais e privados, além de bancos de varejo. A EIU pesquisou 305 executivos bancários globais ao longo de fevereiro e março de 2020 sobre os desafios que os bancos enfrentam em relação à digitalização do setor e as estratégias que estão implementando em resposta. Quase metade dos entrevistados (49%) estava no nível C-Suite. Os entrevistados vieram da Europa (25%), América do Norte (24%), Ásia-Pacífico (18%), África e Oriente Médio (16%) e América Latina (17%).
As tendências do relatório serão discutidas no webinar “O futuro do banco digital: a revolução acelerada” em 25 de junho, com o CEO e o fundador da Varo Money, a EIU e Temenos.
Com informações da assessoria de imprensa