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79% dos brasileiros mudaram seus hábitos de consumo em 2018

Por Edilma Rodrigues

Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Banco Central (BC), mostra que 79% dos brasileiros mudaram seus hábitos de consumo, no dia a dia, diante do cenário de dificuldades financeiras. O levantamento investigou a percepção e os efeitos da desaceleração da economia no orçamento das famílias em 2018 e suas atitudes com relação às suas finanças para 2019. Entre as medidas adotadas pelos entrevistados, de 2017 para 2018, 59% passou a fazer pesquisa de preços antes de adquirir algum produto; 56% limitaram gastos com lazer e 55% controlaram suas despesas pessoais.

Além disso, muitas pessoas buscaram alternativas para economizar. Mais da metade (54%) dos respondentes procurou reduzir o consumo de luz, água e telefone. 53% dos entrevistados passaram a ficar atentos às promoções em busca de preços menores, enquanto 46% substituíram produtos por marcas similares mais baratas, e 42% admitem ter incorporado em sua rotina a prática de pechinchar.

As mudanças no padrão de vida impactaram os entrevistados emocionalmente: para 32%, a vontade de ter algo e não poder comprar provoca uma sensação de impotência, 26% mostram-se constrangidos por não conseguir dar à família o que ela deseja, 25% demonstram frustração por deixar de comprar certos produtos de que gostam. Por outro lado, 37% se dizem satisfeitos por manter, ao menos, os gastos essenciais e 33% se dizem aliviados por não estourar o orçamento.

O estudo procurou saber se o novo comportamento adotado em 2018 seria mantido diante das perspectivas de recuperação da economia. Os dados indicam que a maioria dos respondentes pretende continuar com os mesmos hábitos adquiridos durante momentos difíceis. 

Práticas que os consumidores pretendem manter incluem a troca de produtos por similares de marca mais barata (68%), atenção às promoções (67%) e reduzir o valor pago com serviços por assinatura (65%) — TV ou internet, por exemplo. Há ainda aqueles dispostos a aumentar a frequência com que poupam parte dos rendimentos (47%). 

Por outro lado, parte dos entrevistados reconhece que pode reverter as atitudes adquiridas assim que a situação melhorar: 42% querem retomar o estilo de vida anterior; 27% pretendem voltar a consumir boas marcas, mesmo sendo mais caras; e 23% alegam que teriam dificuldade em manter a vida financeira regrada. 

Confira a pesquisa na íntegra

Fonte: Banco Central do Brasil

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