Por Edilma Rodrigues
A Geração Y está de olho na estabilidade financeira e disposta a explorar, cada vez mais, o mundo dos investimentos. As razões para isso são diversas: 67% deles pretendem começar a investir para ter dinheiro guardado para possíveis emergências, 45% desejam viajar, 34% querem construir ou financiar um imóvel próprio e 28% desejam investir em um próprio negócio. Esses jovens também querem complementar a aposentadoria, comprar um automóvel e deixar dinheiro para os filhos ou investir no futuro deles.
Os dados são da pesquisa, realizada em setembro, pela Capital Research, que mostra também que, embora as pessoas queiram guardar dinheiro pensando no futuro, o grande problema é que, no geral, elas não sabem como investir. Segundo a pesquisa, 70% dos entrevistados – não apenas da Geração Y – investiriam mais se tivessem mais dinheiro, e 63% se tivessem mais conhecimento. “No caso dos investimentos, não basta ter dinheiro. É preciso conhecer o mercado e fazer boas escolhas,” comenta a empresa em nota.
A Capital Research entrevistou virtualmente 43.152 investidores e potenciais investidores entre 31 de agosto e 21 de setembro. A casa de análises considera a Geração Y, em duas faixas etárias da pesquisa: entre 18 e 25 anos e entre 26 e 30 anos. O estudo, no entanto, foi feito com todas as faixas etárias.
Para a empresa os resultados foram surpreendentes, a começar pelo público-alvo: a maioria dos participantes, 47%, tem entre 18 e 25 anos. Em seguida estão os adultos entre 26 e 30 anos, que correspondem a 13,75%.
Fontes mais usadas pela Geração Y para se informar
A internet, continua a casa de análises, permite o acesso à informação de forma simples e rápida e esse é um território dominado pela Geração Y. O estudo mapeou as fontes mais utilizadas pelos entrevistados para buscar informações sobre investimentos e 89,31% das respostas incluía sites de notícias, 86,47% apontaram aplicativos de corretoras de investimentos, 86,31% apontaram casas de análises independentes e 83,98% dos entrevistados afirmaram se informar via canais de Youtube. Consultoria de investimentos, amigos e parentes, gerentes de banco e não buscar informações ao investir também foram opções. Entretanto, o que chama a atenção é o fato de que o mundo digital é o principal lugar de busca por informações.
91% pretende investir nos apps de corretoras
Este resultado se repete quando o tema é como os entrevistados pretendem investir nos próximos 12 meses. Neste caso, investir pessoalmente no banco foi a opção menos citada, com apenas 53% das respostas. 91% dos entrevistados afirmaram que pretendem realizar seus aportes nos aplicativos de corretoras de investimentos, 88% apontaram os sites das corretoras de investimentos, 83% citaram os aplicativos dos bancos, 74% afirmaram preferir os sites dos bancos e 68% apontaram os clubes de investimentos.
Para finalizar, quando questionados sobre o grau de otimismo para o cenário econômico do Brasil nos próximos 12 meses, 43,08% dos entrevistados se consideram otimistas e acreditam que, de alguma forma, crises geram oportunidades
Com informações da assessoria de imprensa