31% dos pagadores com cartão de crédito consideram usar outro meio de pagamento

Bancos emissores de cartões que tiverem uma abordagem lenta para investir em opções de pagamentos de próxima geração, poderão perder em torno de 89 bilhões de dólares em receita, até 2025. O alerta vem do estudo da Accenture, ‘Meios de pagamentos tornam-se pessoais, divulgado essa semana. Segundo o documento, o que coloca a receita em risco é o aumento da concorrência e os novos comportamentos dos consumidores.
O relatório foi baseado em pesquisas com mais de 16 mil consumidores em 13 países – cobrindo Ásia, Europa, América do Norte e América Latina (inclusive do Brasil) – e identificou que os consumidores estão frustrados com as opções atuais para pagamentos presenciais e online. Transações lentas (27%), falhas (28%) e a falta de controle (28%) são algumas das maiores queixas dos brasileiros.
O estudo ainda constatou que, embora consumidores confiem em seus bancos mais do que em outros players de pagamentos, eles estão abertos a trocar por novos meios. De fato, 31% dos respondentes que usam cartão de crédito como método de pagamento preferido, consideram a hipótese de mudar para outro meio. Metade destes busca reduzir suas despesas com juros ao optar por cartão de débito, dinheiro, BNPL ou cartão pré-pago. A outra metade está planejando mudar porque prefere a conveniência ou o controle de aplicativos de banco, carteiras digitais ou apps ‘entre contas’ para pagamentos.
O dinheiro físico segue como opção predominante para 66% dos consumidores globalmente (67% para os brasileiros), mas alternativas inovadoras vêm ganhando participação rapidamente. A pesquisa indica que serviços como carteiras digitais já têm uso de 56% dos usuários, ganhando dos 48% que utilizam cartão de crédito. No Brasil, as carteiras digitais correspondem a 50%, contra 72% do cartão de crédito. O país também está à frente na adoção de novos meios de pagamento, juntamente da China e da Índia, principalmente devido à utilização exponencial do Pix.
Outras opções, como “entre-contas” (A2A) e “compre agora, pague depois” (BNPL) estão ganhando mercado rapidamente – e mais disrupção está por vir em pagamentos biométricos, máquina-a-máquina e pagamentos no metaverso. As tendências estão alinhadas com o entusiasmo do consumidor com soluções de pagamento sem atrito, que oferecem flexibilidade, velocidade e facilidade de uso – sem prejuízo da segurança.
Além disso, condições macroeconômicas, especialmente inflação e taxas de juros altas, têm um papel significativo na preferência dos consumidores quanto ao meio de pagamento. “O desafio que os players do setor têm pela frente é tornar seguro para os consumidores pagarem em qualquer lugar, a qualquer hora, de qualquer modo. Para isso, eles podem introduzir uma ou mais das seguintes estratégias, sendo: fazer parcerias para escalar; simplicidade e velocidade; foco em nichos; e pensar além dos pagamentos”, sugere o relatório.

PIX

O relatório de Mercado de Pagamentos em Dados, desenvolvido pelo Instituto Propague, aponta que cerca de 34,7% de todas as transações de pagamentos realizadas no primeiro trimestre de 2023 foram feitas por meio do Pix, o que representa um aumento de seis pontos percentuais em relação ao mesmo período no ano anterior.

“A criação e consolidação do Pix têm sido fundamentais para maior digitalização da economia brasileira. Inclusive, não é só o volume de pagamentos feitos por meio do Pix que tem aumentado, mas também observamos um importante movimento de queda no ticket médio das transações realizadas por essa modalidade de pagamento instantâneo, o que mostra o crescimento do uso do Pix no cotidiano dos brasileiros, sendo utilizado cada vez mais nas pequenas transações do dia a dia”, explica Guilherme Freitas, pesquisador econômico e cientista de dados do Instituto Propague.

(FONTE: Assessoria de Imprensa)

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