Shenzhen, na China, permite a empresas do Brasil acelerarem inovações


A cidade de Shenzhen, no Sul da China, é conhecida como “capital mundial da inovação” por produzir os dispositivos mais avançados de empresas globais, como Apple, Boeing e Samsung. Esse perfil tem agora se ampliado, pois Shenzhen está se especializando em produzir hardwares criados por indivíduos independentes, em baixa escala, e permitir que qualquer ideia rabiscada em um papel se torne um produto real, que pode ser testado e vendido em qualquer parte do mundo.

Apelidada de “napkin concept”, a ideia é receber estrangeiros (e chineses) com ideias toscamente rabiscadas em uma folha e transformá-las em produtos reais. Tal método baseia-se no ideal romântico de dois ou mais amigos que, após algumas cervejas em um bar em São Paulo ou no Rio, pensam em um smartwatch inovador ou em uma nova máquina para processar pagamentos jamais idealizada.

Em Shenzhen, cidade que concentra 150 mil designers e 6 mil estúdios de desenho industrial, um desenho mambembe feitos por jovens bêbados é refeito, de forma profissional, por um designer local, em um método chamado de “shou ban” (首办), algo como “executado pela primeira vez”.

Tal desenho “profissional” é, então, enviado para máquinas de prototipagem. Os primeiros protótipos são, então, usados por injetoras de plástico, capazes de criar peças ainda inexistentes e, depois, montá-las com dispositivos complementares, como um chip de smartphone, uma placa de Wi-Fi ou um painel LCD. Em questão de dias, o rabisco vira um produto real, que pode ter testado e melhorado.

Se a ideia encontrar quem a financie, as fábricas locais são capazes de produzir milhares de unidades por dia e embarcá-las para qualquer país em poucas semanas. O fato de Shenzhen ter custos e infraestrutura industrial imbatíveis no mundo torna a cidade o local ideal para integrar componentes eletrônicos e desenvolver os gadgets do futuro.

Em agosto, o Shenzhen Open Innovation Lab, em parceria com as empresas brasileiras Inovasia e Rethink, vão levar 20 brasileiros para o sul da China para uma semana de imersão na indústria 4.0 chinesa, visitando os unicórnios locais, fábricas, estúdios de design, aceleradoras e fundos de investimento que tornam reais ideias de empreendedores ou executivos que desejam praticar o intra-empreendedorismo. Para ver o programa completo, acesse: http://rethinkbusiness.com.br/openinnovation/ ou entra em contato com felipe@inovasia.com.br


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