Quase 40% das cidades brasileiras estão em estágio inicial quanto à maturidade de pagamentos digitais


Por Edilma Rodrigues

A Visa Consulting & Analytics (VCA) – área de consultoria da Visa – apresenta o levantamento “Índice de Maturidade para Pagamentos Digitais”, que mapeou, diagnosticou e classificou os municípios brasileiros em quatro estágios quanto ao nível de desenvolvimento dos pagamentos eletrônicos: prontos (3,8%), em transição (20,8%), emergentes (37,6%) e iniciantes (37,8%).

Para chegar a esses percentuais, o Índice levou em conta informações como número de cartões por habitante; transações de débito e de crédito; quantidade de caixa eletrônico (saques); número de agências bancárias e caixas eletrônicos; número de acessos em banda larga; dados de maquininhas de pagamento por habitante e por quilômetro quadrado, PIB; IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e informações populacionais e educacionais. Em quatro dimensões: aceitação, emissão, infraestrutura e condições socioeconômicas.

O country manager da Visa, Fernando Teles, explica que o estudo vai auxiliar no planejamento de ações mais estratégicas da Visa e dos emissores, credenciadores e estabelecimentos comerciais. “Queremos munir nossos clientes de informações assertivas para que, juntos, possamos entender o contexto de cada cidade e contribuir para o desenvolvimento tecnológico, aumento da inclusão financeira e digital da população”.

A ideia também é conhecer a realidade quanto ao uso de meios eletrônicos de pagamentos fora dos grandes centros. Nesse sentido, o diretor da Visa Consulting & Analytic, Rodrigo Santoro, avalia que por o Brasil ser um país extremamente diverso e heterogêneo, o Índice ajudou a entender como algumas cidades precisam de mais investimentos em infraestrutura para impulsionar seus sistemas de pagamento eletrônico.

“Então, é necessário primeiro promover melhorias básicas e assim iniciar um efeito catalisador por meio de pagamento eletrônico no desempenho econômico geral da cidade, como crescimento do PIB, aumento no nível de emprego, alta de salários e da produtividade e aumento na arrecadação fiscal”, conta Santoro.

Detalhamento do estudo

O Sul e o Sudeste concentram a maior parte das cidades consideradas prontas, compreendidas como aquelas com o comportamento de pagamento mais digital e com números de POS e de cartões mais bem distribuídos entre a população. Algumas delas são: Belo Horizonte (MG), São Bernardo do Campo (SP), Curitiba (PR) e Vila Velha (ES).

O Índice de Maturidade para Pagamentos Digitais também encontrou cidades mais avançadas em relação à predominância do pagamento eletrônico em outras regiões fora do Sul e do Sudeste, como Rondonópolis (MT), Fernando de Noronha (PE) e Palmas (TO).

Além disso, o levantamento permitiu identificar que municípios próximos a cidades consideradas prontas tendem a desenvolver um bom ecossistema eletrônico de pagamentos. E que fatores geográficos também contribuem, o que foi observado no entorno da bacia do Rio Tocantins-Araguaia, que apresenta melhor índice do que os outros municípios do estado.

No grupo de cidades em transição, aparecem capitais como Manaus (AM), Maceió (AL) e Porto Velho (RO). Nessa classificação estão regiões ávidas para o desenvolvimento de um cenário mais digital, mas que ainda possuem problemas de aceitação de pagamentos eletrônicos.

Na lista das emergentes estão Santarém (PA), Magé (RJ), Juazeiro (BA) e Parnaíba (PI), que têm muito potencial de crescimento para a indústria financeira tanto do ponto de vista de emissão de cartões como de aceitação de pagamentos eletrônicos.

As iniciantes são as que ainda demandam investimentos em infraestrutura para que o sistema de pagamento eletrônico seja desenvolvido. Pelo menos 80% das cidades dos estados do Amazonas, Alagoas, Maranhão, Paraíba, Acre e Bahia foram classificadas nesse estágio, como Bragança (PA), Parintins (AM) e Codó (MA).

De acordo com um estudo da Roubini ThoughtLab, “Cidades sem dinheiro em espécie: Compreendendo os benefícios dos pagamentos digitais”, encomendado pela Visa, a substituição do dinheiro físico gera um impacto positivo nos municípios: aumento do crescimento econômico, da massa salarial e de produtividade; mais arrecadação fiscal; geração de empregos, além de ganhos de eficiência administrativa. Para consumidores e estabelecimentos comerciais os benefícios também são visíveis, já que agregam mais praticidade e segurança, melhor gestão financeira e maior inclusão digital.

Fonte: assessoria de imprensa


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