Quase 2% das compras na Black Friday foram pagas com cartão clonado


A Konduto registrou que 1,94% das transações feitas no e-commerce brasileiro, durante a Black Friday 2017, partiram de fraudadores com cartões de crédito clonados. Segundo a empresa, esta é a principal modalidade de golpe nas lojas virtuais e a taxa de tentativa de fraudes on-line no Brasil é de 3,58%. “Estes valores não representam o total de fraudes efetivas, já que a maioria destes pedidos é barrada pelos sistemas antifraude antes de a mercadoria ser despachada,” informa comunicado enviado pela companhia.

De acordo com dados da Konduto, o risco de compras fraudulentas na internet despencou em comparação a dias “normais” do e-commerce nacional. A ação de cibercriminosos foi quase 46% menor que a média do comércio eletrônico. Os dados consideram o período compreendido entre quinta-feira (23), quando foram iniciados os descontos, até domingo (26).

Para o cofundador da Konduto, Tom Canabarro, o índice de tentativas de fraude abaixo da média não surpreende. “Criminosos não se interessam por promoções e descontos imperdíveis, pois, ao efetuar uma compra, eles utilizam um cartão clonado para pagar pelo produto e não terão que arcar com os custos reais, pagando do próprio bolso. Por isso, em grandes campanhas de vendas, é natural um aumento de transações legítimas, e isso, percentualmente, diminui a taxa de tentativa de golpes”, explica.

A maior incidência dos fraudadores se deu justamente antes da abertura “oficial” da Black Friday. Quinta-feira (23 de novembro) foi o dia de maior atividade dos estelionatários, mais de 4,38% das compras foram de origem criminosa. No sábado (25), a média foi de 2,35%; na sexta (24) e no domingo (26) os índices ficaram abaixo da média do período: 1,42% e 0,93%, respectivamente.

Apesar de positiva para a saúde do e-commerce, a “diluição” da taxa de tentativa de fraudes durante a Black Friday não significa que o lojista deva fechar os olhos para as atividades de criminosos, mesmo em períodos de grandes campanhas. “Um e-commerce não pode ter taxas de fraude superior a 1%, sob o risco de sofrer multas e penalidades das operadoras de cartão. O ideal é que uma loja virtual mantenha este índice controlado entre 0,1% e 0,5% sobre o faturamento total, e para isso é crucial a contratação de um sistema especialista em análise de risco, que combine as melhores tecnologias disponíveis e tenha um alto índice de confiabilidade, que não sofra com instabilidades técnicas durante períodos aumento de vendas”, acrescenta Canabarro.

Na Black Friday 2017, a Konduto analisou mais de 736 mil transações, de mais de 200 clientes. Este volume representa aumento de 63% em relação ao último final de semana de outubro. A empresa brasileira processa mensalmente mais de 4,5 milhões de transações de clientes do Brasil, México, Argentina e Colômbia.

Outros dados coletados durante a promoção informam que o ticket médio das compras fraudulentas foi R$ 574,12 e o tempo médio de análises automáticas feito por seu sistema foi de 0,09 segundo.


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