Qual o papel do SaaS no trabalho à distância e na transformação digital?


O trabalho à distância tem estado na pauta da sociedade e das organizações há algum tempo. Entusiastas do modelo enumeram benefícios como diminuição do tempo despendido no trânsito, e do próprio trânsito, em grandes cidades; redução de custos operacionais; melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores, entre outros. No entanto, trabalhar remotamente exige infraestrutura mínima do colaborador, como internet rápida e um computador, e da empresa, que precisa disponibilizar recursos tecnológicos e documentos. Os ‘as a Service’ e sua premissa – a computação em nuvem -, nesse contexto, mostram-se aliados ao trabalho on-line e são considerados por muitos especialistas como centro da transformação digital.

Para fazer frente ao desafio de tornar o ambiente de trabalho unificado e totalmente virtual, com arquivos e aplicativos da rede da organização disponíveis via browser em qualquer lugar e a qualquer hora, com total segurança, muitos desenvolvedores têm investido em novas soluções. Mas, segundo o diretor de produtos da CLM, Gabriel Camargo, as tecnologias disponíveis no Brasil, hoje, para a criação de espaços de trabalho virtuais unificados, embora muito boas, exigem pesado investimento inicial e implantação e administração dispendiosas. “Como distribuidores de TI, trouxemos para a América Latina uma nova ferramenta que esperamos auxiliar organizações de qualquer tamanho a darem um passo importante na sua transformação digital, com baixo investimento,” assinala.

O executivo explica que a segurança é outro fator importante para a adoção do trabalho on-line. “Assim, ao trazemos o Awingu, buscamos recursos adicionais de segurança e conformidade, como autenticação integrada de múltiplos fatores, informações completas de uso, detecção de anomalias, geração de certificados SSL etc.,” acrescenta.

Por aqui, a reforma trabalhista, que flexibiliza algumas regras na contratação de trabalhadores, também pode impulsionar a adoção de tecnologias SaaS, do inglês Software as a Service, e de computação em nuvem. Em companhias de todo o mundo, gradativamente, essas soluções vem sendo estruturadas. Levantamento da Cisco indica que 75% do total de uploads de trabalho para nuvem e de instâncias de computação serão SaaS, até 2021.

Vale lembrar que há barreiras e pouca uniformidade na implantação dessas soluções, especialmente computação em nuvem, que viabilizem o trabalho on-line. O estudo IT Brazil Snapshot 2017, realizado pela Logicalis, registrou que 82% das organizações têm alguma aplicação em nuvem, porém, apenas 15% delas têm 75% ou mais do seu ambiente nesse modelo.

Matéria publicada pelo Convergência Digital menciona a pesquisa anual da IT4CIO, que contou com a participação de 1500 empresas de grande e médio porte do País, e revela que cloud computing está, agora, na missão crítica. “Temos corporações colocando aplicações vitais na nuvem. É claro que ainda há àquelas que preferem colocar as aplicações periféricas. O número de migração de pacotes ERPs para a nuvem mais que dobrou no ano passado (2017). Essa é uma prova que cloud foi aprovada”, avalia o diretor da IT4CIO, Ivair Rodrigues, entrevistado pelo portal.

Nesse contexto, plataformas que agregam aplicativos SaaS e não-SaaS; arquivos, documentos e dados, legados, tanto da rede interna como e em nuvem, em um espaço on-line, podem ser um caminho para se trabalhar em praticamente qualquer lugar e em qualquer dispositivo compatível com qualquer navegador. De todo modo, o alerta da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), é significativo. Segundo estimativas da entidade, 40% dos associados terão que migrar para o modelo SaaS nos próximos quatro anos ou correm o risco de fechar as portas.

Com informações de Convergência Digital, ComputerWorld e assessoria


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