Programa BNDES Garagem vai acelerar 120 startups


Por Edilma Rodrigues

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou na quinta-feira (05) o BNDES Garagem, programa piloto para desenvolvimento de startups, com previsão de investimento de R$ 10 milhões para apoiar a criação e aceleração de 120 empresas neste e no próximo ano. O objetivo do banco é reunir em um único espaço programas de criação de startups e de aceleração de negócios inovadores, local de coworking, laboratórios de inovação, universidades e escolas de negócios, gestores de fundos de investimentos, grandes empresas de tecnologia, entre outros.

Para iniciar o projeto, o banco lança em 06 de julho edital de chamada pública para aceleradoras, cuja escolhida vai atuar em parceria com o BNDES, em espaço no Rio de Janeiro. “Será selecionada uma aceleradora para o projeto piloto,” informa a Agência Brasil. Para participar, as empresas interessadas devem encaminhar propostas ao BNDES até o dia 31 de julho.

Depois dessa fase, a aceleradora vai selecionar, em novembro, 60 startups. Em setembro do ano que vem, outras 60 serão selecionadas. A prioridade, na seleção, será para aquelas que apresentarem soluções relacionadas ao planejamento estratégico do BNDES: educação, saúde, segurança, soluções financeiras, economia criativa, meio ambiente e internet das coisas (tecnologia de conectividade e troca de informações entre máquinas e equipamentos), aplicada a cidades inteligentes, ao meio rural e à indústria.

Segundo o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, a participação das startups será gratuita, com oferta de serviços de apoio, como registro, contabilidade, marketing e a estrutura física de trabalho. O banco também não exigirá participação no capital social da empresa.

“O objetivo para o BNDES é desenvolver o negócio. Vamos criar espaço para colocar os produtos [do banco] também. Serão grandes clientes do BNDES no futuro. É uma estratégia de relacionamento comercial”, explicou Oliveira à redação da Agência Brasil. Ele ressaltou que não será obrigatória a adesão das startups a produtos do banco. Além disso, os fundos de investimento ligados ao BNDES poderão ter participação nas novas empresas apoiadas pelo projeto, acrescentou.

Com informações da Agência Brasil e do Correio Braziliense


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