Por que os grandes bancos estão exigindo que os trabalhadores aprendam codificação


JPMorgan Chase, Goldman Sachs e Citigroup apostam em tecnologia e ensinam o mercado a linguagem de programação Python, para preencher as lacunas de talentos em tecnologia

Grandes bancos como JPMorgan Chase, Goldman Sachs e Citigroup estão ensinando os bancos de investimento a codificar, na medida em que plataformas de inteligência artificial (AI) e de empréstimos on-line moldam o futuro do setor, de acordo com relatórios do Financial Times e do Wall Street Journal.

Os dias dos bancários gritando ao telefone para facilitar os negócios acabaram, na medida em que esses profissionais adquirem habilidades de programação para construir e monitorar algoritmos que observam as posições dos bancos, criam cotações de preços para clientes, conectam compradores e vendedores e os alertam sobre riscos. No entanto, esta automação crescente, em todo o setor, não substituiu os negociadores, mas mudou seus papéis de bancários puros para tecnólogos, dizem os relatórios.

No Citigroup, foi oferecido aos negociadores um curso introdutório de Python de três dias, que se tornou tão popular que o banco ofereceu outro, meses depois. Agora, o banco considera criar um programa de treinamento híbrido de tecnologia e negociação, de acordo com o relatório do Wall Street Journal.

No JPMorgan Chase, todos os 300 analistas que ingressaram na divisão de gestão de ativos do banco este ano passaram por cursos obrigatórios de programação em Python sob um novo programa piloto de testes. Cerca de um terço dos analistas e associados ao corporativo da empresa e bancos de investimento também receberam o treinamento, de acordo com o relatório do Financial Times.

O JPMorgan gasta US$ 10,8 bilhões por ano em tecnologia – mais do que qualquer outro grupo de Wall Street, de acordo com o relatório. E os trabalhadores da área de tecnologia representam cerca de um quinto da força de trabalho dos 252 mil funcionários da empresa.

“A codificação não é apenas para pessoas de tecnologia, é para qualquer um que queira administrar uma empresa competitiva no século 21”, disse Mary Callahan Erdoes, chefe do JPMorgan Asset Management, ao Financial Times. “Essas são as habilidades do futuro … Ao entender melhor a codificação, nossas equipes de negócios podem falar a mesma linguagem que nossas equipes de tecnologia, o que, em última análise, leva a melhores ferramentas e soluções para nossos clientes”.

Em 2019, a equipe de gerenciamento de ativos do JPMorgan expandirá seu treinamento técnico obrigatório para incluir conceitos de data science, machine learning e cloud computing, informa o relatório.

À medida em que a automação continua a mudar o trabalho em quase todos os setores, mais empresas precisarão seguir os passos desses bancos e começar a fornecer treinamento para os trabalhadores que precisarão se requalificar e assumir incumbências diferentes para ajudar a manter suas empresas competitivas.

Fonte: Tech Republic – ZDNet

Tradução e adaptação: Edilma Rodrigues


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