Pesquisa traça perfil financeiro dos trabalhadores de São Paulo


A bandeira Alelo, em parceria com o IBOPE CONECTA, realizou a Pesquisa Alelo Hábitos Financeiros dos Brasileiros, na cidade de São Paulo, que mapeia o impacto nos orçamentos e quais soluções estão sendo buscadas por milhares de trabalhadores. O objetivo do estudo, inédito segundo a empresa, é conhecer o comportamento e hábitos dos trabalhadores brasileiros – empregados e desempregados – diante dos altos e baixos da economia do País.

A Pesquisa ouviu 2.810 pessoas das classes ABC, sendo 45% homens e 55% mulheres, com idade de 18 a 65 anos e residentes em 11 localidades do Brasil – São Paulo (região metropolitana e interior), Rio de Janeiro (região metropolitana e interior), Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Porto Alegre, Recife e Salvador. Entre os entrevistados, 77% estão empregados, 18% desempregados e 5% são estudantes.

Impactos do cenário econômico

Segundo o estudo, o contexto econômico impactou financeiramente 85% dos brasileiros. Em São Paulo, 79% tiveram que cortar despesas (acima da média nacional de 73%). Desses, a maioria (59%) passou a sair para comer fora com menos frequência e 56% a consumir marcas mais baratas (abaixo da média nacional de 62%). 50% deixaram de viajar; 46% abriram mão de hobbies; 46% passaram a comparar preços antes de fazer compras; 43% passaram a ir em mercados mais baratos e que oferecem mais promoções; 38% pararam de comprar produtos dispensáveis; 30% passaram a comprar marcas próprias dos supermercados, 29% substituíram medicamentos de marca por genéricos; 26% mudaram o plano de celular para um mais barato e 22% passaram a usar o transporte público com mais frequência.

34% dos entrevistados não tiveram que cortar gastos para comprar medicamentos, porém 30% tiveram que usar o dinheiro que estavam economizando (acima da média nacional de 25%) e 24% cortaram gastos de lazer para conseguir comprar remédios. A maioria dos paulistanos (60%) não buscou métodos alternativos de tratamento para economizar com remédios.

O cenário econômico diminuiu a frequência com que as famílias faziam as compras de mercado: 27% costumavam ir toda semana (abaixo da média nacional de 38%), hoje o número caiu para 5%; 32% costumavam ir a cada quinze dias (acima da média nacional de 22%), agora o número está em 22%; 25% não tinham frequência certa, fazendo compras de reposição quando necessário. Este número cresceu para 45%.

Mercado de trabalho
A pesquisa apontou que 31% dos trabalhadores paulistanos trocaram de emprego nos últimos 12 meses (acima da média nacional de 26%). A grande maioria (69%) não mudou de emprego durante esse período. Destes, 53% foram promovidos ou receberam algum aumento salarial (acima da média nacional de 46%).

Dos 31% que trocaram de emprego, 42% encontraram um emprego melhor e 31% foram demitidos, 12% abriram seus próprios negócios e somente 7% mudaram de carreira. Dos trabalhadores que mudaram de emprego, 55% conseguiram um salário maior. 23% afirmam que o salário se manteve o mesmo e 21% dos entrevistados tiveram redução salarial ao trocar de emprego.

Benefícios que recebem
19% dos entrevistados que estão empregados afirmam não receber nenhum benefício (abaixo da média nacional de 24%). Entre os que recebem, o vale-transporte é o mais recebido (59% – acima da média nacional de 49%), seguido do plano de saúde (48% – acima da média nacional de 42%) e vale-refeição (45% – acima da média nacional de 30%). O vale-alimentação é recebido por 44% dos entrevistados, enquanto o plano odontológico soma 32% dos respondentes (acima da média nacional de 26%). Apenas 8% afirmam receber PPR/Bônus, 7% vale-combustível, 7% auxílio creche, 7% cartão para adiantamento salarial e 6% auxílio educação.

Para 7% dos trabalhadores paulistanos que recebem vale-alimentação, o benefício representa de 90% a 100% da despesa mensal com supermercado (abaixo da média nacional de 16%).

Plano B em caso de demissão
2/3 dos trabalhadores paulistanos que estão empregados têm um plano B: 29% dos trabalhadores já mantêm atividade de renda extra (acima da média nacional de 24%) e 10% possuem outra fonte de renda além do salário (aluguel, rendimento, pensão). 23% dos entrevistados têm uma reserva de dinheiro, 18% afirmam que podem contar com alguém da família e 23% pensam em trabalhar como freelancer ou autônomo caso percam o emprego. Desses, 44% pretendem trabalhar como freelancer na mesma profissão que exercem caso sejam demitidos; 14% passariam a vender marmitas/comida, 25% passariam a vender bolos/doces (acima da média nacional de 20%), 23% seriam motoristas de aplicativos de carona, como Uber, 99POP e Cabify, 21% afirmam que dariam aula particular, 19% venderiam artesanato e 25% fariam bicos de serviços para casa (acima da média nacional de 15%). Porém, 28% afirmam não ter nenhum plano B em caso de desemprego.

Desempregados
Na região metropolitana de São Paulo, 17% dos profissionais estão desempregados. Desses, 42% estão fora do mercado de trabalho há mais de um ano (abaixo da média nacional de 47%). Dos trabalhadores atualmente desempregados, 60% foram demitidos do último emprego e 15% afirmam ter pedido demissão porque estavam infelizes no último emprego.

Busca por emprego
O salário é o principal fator levado em consideração pelos trabalhadores paulistanos que estão em busca de uma vaga (41%). O segundo fator mais importante, de acordo com a pesquisa, são os benefícios oferecidos (25% – abaixo da média nacional de 30%), seguido pela distância de casa (24% – acima da média nacional de 16%) e reputação da empresa (10%).

Gestão do orçamento familiar
Cerca de 82% dos brasileiros costumam fazer a gestão do orçamento familiar – a maioria (62%) faz há mais de um ano. Em São Paulo, 47% dos trabalhadores sempre fazem essa gestão, 35% fazem de vez em quando e 18% não fazem.

Dentre os entrevistados da classe A, 31% não ultrapassam o limite que definiram; 54% ultrapassam às vezes (acima da média nacional de 54%); 7% sempre ultrapassam e 8% não definem o limite de gastos.

Quanto ao formato que utilizam para fazer os cálculos, 43% dos paulistanos usam uma planilha e 49% fazem a gestão do orçamento no papel. Apenas 8% dos entrevistados utilizam aplicativos.

Comparação de preços
Na comparação por preços mais em conta, 57% dos paulistanos afirmam que vão em diversas lojas antes de fazer uma compra, 54% usam sites comparativos de preços e 51% entram nos sites das lojas que pretendem comprar; 36% buscam em sites de promoções e folhetos; apenas 1% não comparam preços.

Esta é a primeira edição da Pesquisa Alelo Hábitos Financeiros dos Trabalhadores Brasileiros. O levantamento chega para complementar uma série de pesquisas já publicadas pela companhia. Em 2016 a Alelo lançou a Pesquisa Mobilidade Alelo e em 2015 e 2014 divulgou a Pesquisa Alelo Hábitos Alimentares do Trabalhador Brasileiro.

Com informações da assessoria de imprensa


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