Pagamentos instantâneos devem se tornar a porta de entrada para aquisição de serviços


A transformação, por meio do uso da tecnologia no varejo, de coisas corriqueiras que fazemos todos os dias, como comprar um sanduíche, agora não mais com dinheiro mas apenas aproximando o celular, impacta na vida das pessoas. Esse foi o tema que o chefe adjunto do departamento de operações bancárias e de sistemas de pagamentos do Banco Central, Carlos Brandt, abordou em palestra no Ciab Febraban 2019.

Há uma revolução em curso, que envolve empresas de TI, instituições financeiras, fintechs e o regulador. Nesse sentido, o BC decidiu construir um ecossistema para preencher lacunas. Ele destacou que no início, para reestruturar o sistema de pagamentos brasileiro, o Banco Central passou a estudar a dinâmica de pagamentos no varejo e a se posicionar a respeito. Como a vida das pessoas para um contexto de mobilidade, o mercado viu a necessidade de se transportar os pagamentos para os meios eletrônicos. Daí, a decisão de se contruir um ecossistema.

Em dezembro de 2018, o BC aprovou os requisitos fundamentais para o ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro (Comunicado 32927/2018). Esses requisitos estabelecem características básicas do ecossistema, incluindo a governança para a definição de regras, as formas de participação, a infraestrutura centralizada de liquidação, os serviços de conectividade e o provimento de liquidez. “Para que os pagamentos suportem a sociedade como um todo”

A plataforma 24 / 7, com interface com o sistema legado do banco central tem como pilares: disponibilidade, velocidade, conveniência, ambiente aberto e multiplicidade de casos de uso. Este último precisa acomodar todas as relações: entre empresas; entre pessoas e empresas; entre pessoas e governo etc. Além de garantir convivência com as formas de pagamentos existentes.

No contexto de ecossistema, Bradt afirma que o pagamento, pincipalmente entre pessoas, passa a ser enxergado como porta de entrada para rentabilizar produtos e serviços do banco, deslocando, assim, o sentido de rentabilidade propriamente dita dos pagamentos.

O cronograma do BC prevê a construção da plataforma de liquidação para setembro de 2019. Em dezembro é a vez da regulamentação. Em setembro e novembro de 2020 serão feitos os testes homologatórios e o “go-live”, respectivamente


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