Open bank, blockchain, relacionamento sem atrito são alguns pilares da transformação digital


O CIAB FEBRABAN reuniu executivos do Facebook, da IBM e da Deloitte na tarde desta terça-feira (12) para falar sobre alguns pilares da transformação digital, dentre os quais estão o open banking, APIs, blockchain e relacionamentos sem atrito com os clientes.

O sócio da Deloitte Brasil, Sergio Biagini, iniciou sua fala definindo o open banking como um movimento de abertura e distribuição de serviços financeiros. Segundo ele, já vivemos disrupção e a transformação digital. Com esses novos modelos trazidos pelas APIs, houve avanço na cadeia de valor, o mercado ficou mais competitivo e já não é possível saber quem são os concorrentes. Nesse contexto, segundo Biagini, as iniciativas de regulação na Austrália, Europa etc. consolidam o open bank. “O braço regulador muda a cadeia de valor, o cliente se torna proprietário dos seus dados e surgem novas oportunidades para outros serviços,” salienta.

Outro movimento é o das instituições financeiras que buscam construir um ecossistema com novos parceiros de negócios, para se conectar aos clientes por meio de marketplaces e para cooperar com outras indústrias como a de telecom. Biagini salienta que as opções de open bank não são apenas as que citou. Existem estratégias múltiplas, a depender da linha de negócios. “Se o banco transforma seu modelo de negócios e seus produtos, além de gerar outras receitas, pode manter o relacionamento e o poder.”

A gerente geral de blockchain da IBM, Marie Wieck, falou sobre as inúmeras vantagens da blockchain e como a tecnologia pode auxiliar a indústria financeira. Marie também enfatiza que o potencial de transformação, comunicação, e a real diferenciação da tecnologia é ser ponto a ponto, com compartilhamento direto.

Já sobre a blockchain privada e o debate sobre a privacidade dos dados pessoais, que se aqueceu com a entrada em vigor da nova regra europeia, a GDPR, a gerente geral de blockchain da IBM explica que a companhia utiliza a hyperledger aberta em Linux, que aproveita os benefícios da blockchain para o negócio e protege a rede, com a elaboração de um modelo de identidade tripla, com validadores de outras transações que permitam que o indivíduo controle seu próprio processo.

O global head of financial services strategy do Facebook, Neil Hiltz, mencionou a disseminação da realidade aumentada e da crescente relevância dos vídeos. “Até 2020, metade dos conteúdos disponíveis estará em vídeo”, mensura. Depois dessa mudança, vêm as ferramentas de conteúdo de vídeo, que vão aprender. Ao ponto de quando alguém postar ser possível saber se se trata de um homem ou de uma mulher.

Facebook comentou sobre a parceria com o Banco do Brasil para lançar transações pelo Messenger. Para ele interagir com o banco deve ser da mesma forma como se conversa com qualquer pessoa pelo app. Reconhece que ainda tem muito trabalho pela frente, mas comenta que 79 mil clientes são atendidos por um único funcionário na empresa.


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