Inteligência artificial traz soluções e novos problemas para segurança


Ao mesmo tempo em que se torna um componente essencial da nova geração de ferramentas de prevenção a malware, intrusão e fraudes, os gestores de segurança já se preocupam com o uso de Inteligência Artificial (IA) como arma do cibercrime. “Em uma pesquisa com CISOs (diretor de segurança da informação), 82% disseram acreditar que IA seria usada para contornar sistemas de detecção de vírus ou identificação de fraudes. Esse levantamento foi feito em 2016 e hoje isso já é realidade”, disse Thiago Bordini, diretor de inteligência cibernética da Newspace, na palestra IA e segurança, no CIAB 2018.

O palestrante enfatiza que o volume de dados a ser analisado, assim como a sofisticação dos ataques, torna a IA mandatória nas soluções de segurança. “Hoje, se chega a analisar mais de 2 milhões de arquivos (para prevenção a malware) e 6 milhões de URLs por dia (para identificar sites maliciosos e phishing). Não seria viável dar conta disso sem IA”, menciona. “É também um excelente recurso para pesquisa e treinamento, pois a máquina é capaz de ver não apenas as vulnerabilidades, mas também as possibilidades de ataque”, acrescenta.

Junto à guerra de inteligência e contra-inteligência no ferramental de ataque e de proteção, Bordini chama atenção a riscos de explorar os próprios algoritmos da aplicação, um tipo de “fraude cognitiva”, em que o atacante manipula a lógica do sistema para conduzir a decisões desastrosas.

Outro vetor de risco trazido pela disponibilidade de frameworks de IA é a possibilidade de automatizar a engenharia social, com chatbots ou perfis interativos falsos.


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