Gemalto substitui PIN por biometria em transações contactless de maior valor


A evolução dos meios de pagamento continua. Além da crescente aceitação de criptomoedas no varejo, o mercado presencia a expansão de tecnologias como a NFC – Near Field Communication – que permite a troca de informações por aproximação e dispensa contato, cabos ou fios. Warables e outros dispositivos, assim, podem ser usados como meios de pagamento. No entanto, uma novidade, que acaba de ser anunciada, promete facilitar ainda mais as transações, especialmente as de valores mais altos. A Gemalto desenvolveu cartão de pagamento EMV biométrico de interface dupla, o que, trocando em miúdos, é um plástico com solução de biometria que permite a dupla utilização: contactless (via antena) e por contato com as “maquininhas”.

A tecnologia faz a autenticação por biometria (impressão digital), em substituição ao código PIN, necessário em transações de maior valor. O Bank of Cyprus é o primeiro no mundo a utilizar a solução, que, segundo o diretor de vendas da Gemalto, Gustavo Menezes, tem como uma de suas principais inovações a união (por enquanto inédita) das duas importantes tendências em meios de pagamento: a biometria e o contactless (NFC). Menezes destaca que essa unificação soluciona uma das questões que mais desestimula o uso de cartões sem contato em pagamentos de valores mais altos: a necessidade de digitação do PIN.

A solução faz o reconhecimento de impressões digitais, ao invés de um código PIN, para autenticar o cartão dos assinantes, comparando-as aos dados biométricos de referência armazenados de forma segura no cartão. Este, de acordo com o diretor da Gemalto, é um fator que aumenta a segurança. O armazenamento do dado fica bem protegido no chip e somente dentro do chip do cartão, sendo impossível tirá-lo dali. Não é exposto porque não vai para servidores ou é guardado em qualquer outro local.”

O processo de gravação da impressão digital é in locu. O usuário precisa ir até uma agência do banco, onde faz o cadastramento da impressão digital, em dispositivo específico, fornecido pela Gemalto. Depois, o dado é passado para o cartão do cliente e não fica registrado nesse dispositivo ou em outro lugar.

Além disso, o cartão de sensor biométrico é alimentado pelo terminal de pagamento e não requer bateria integrada. Isso significa que não há limite de duração da bateria nem da quantia de transações.

Por enquanto, o cartão vem sendo utilizado por alguns clientes do Bank of Cyprus, em projeto piloto. A instituição ainda não divulgou quando estará disponível para sua base de clientes.


Fique atualizado em relação as principais notícias do setor. Inscreva-se na Newsletter e nos acompanhe nas Redes Sociais (Facebook, Linkedin e Twitter).