Fintech lança microempréstimo para classes C e D


Por Edilma Rodrigues

A Ferratum, fintech fundada na Finlândia em 2005, que opera em 25 países e chegou ao Brasil em 2017, anuncia modelo de microempréstimo para as classes C e D. De acordo com o diretor-geral da empresa no País, Guy Levy, o formato criado é uma espécie de híbrido entre cheque especial e o rotativo do cartão de crédito. “O cliente tem o limite de crédito e usa como quiser,” comenta. A empresa tem uma taxa de 13,10% ao mês, percentual relacionado ao custo efetivo total (CET), que inclui juros e todas as tarifas da operação.

Segundo a empresa, o cadastro e análise são feitos em, no máximo, 15 minutos e o cliente tem acesso a um crédito de até R$ 3 mil. Esse valor fica disponível para saque e pode ser retirado de acordo com suas necessidades. E, conforme ele usa o dinheiro, pode parcelar os pagamentos em até 12 vezes. Ao optar por financiar a dívida original, como “a taxa de juros é fixa. CET 13,1% a.m. Se optar por pagar em duas ou em 12x dá na mesma,” explica a fintech, que acrescenta: “CET é diferente de juros mensais. Custo Efetivo Total inclui juros mensais, IOF e outros encargos. Alguns concorrentes disponibilizam somente juros mensais para mascarar o CET e você fica sabendo somente na assinatura do contrato que deverá pagar as famosas taxas escondidas.”

O formato de empréstimo atende demanda por crédito proveniente do endividamento das famílias brasileiras. “Medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o nível recorde de endividamento das famílias é de 62,4%, o maior percentual desde setembro de 2015, corrobora um estudo da consultoria britânica Kantar Worldpanel, segundo o qual a classe C gasta 5% a mais do que recebe todo mês, e a classe D, 6%,” argumenta a startup.

Além disso, um dos principais problemas percebidos pela equipe da Ferratum é que, no Brasil, grande parte da população é desassistida pelos bancos tradicionais ou enfrenta dificuldades para acessar empréstimos, mesmo de valores baixos. O executivo da fintech, assinala ainda que, atualmente, entre os clientes da empresa há um número significativo de pequenos empreendedores que precisam de recursos para manter o fluxo de caixa. “Há várias pessoas cujo limite de cheque especial fica abaixo dos R$ 500, o que não dá nenhuma flexibilidade para seu orçamento”, acrescenta.

Com informações da assessoria de imprensa


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