Executivos analisam a colaboração entre bancos e fintechs


O CIAB FEBRABAN também debateu os benefícios da cooperação entre bancos e fintechs. A apresentação reuniu o superintendente executivo do Santander, Cesar Pellegrini; o superintendente de novos negócios e inovação da B3, Rodrigo Fernandes Pereira e o CIO IT Brazil do Banco Société Générale Brasil, Mario Lopes.

A importância da cooperação é vista como oportunidade pelos três executivos. Inovação, agilidade, estrutura mais limpa, foco em demandas específicas, terem nascido digitais continuam sendo os diferenciais apontados nas fintechs. Em contrapartida, os bancos são sólidos, confiáveis, têm ampla rede de distribuição e imensa capacidade de escalar. Sem contar o capital para investir, comprar, etc.

O contraponto é que ambos precisam evoluir em alguns aspectos. Pellegrini avalia que as instituições financeiras precisam criar cultura de inovação e as fintechs precisam amadurecer, ganhar experiência e credibilidade, justamente o que os bancos teriam de sobra. Outra questão ressaltada pelos palestrantes foi a necessidade da participação dos colaboradores na  “jornada” de inovação.

Considerando os vários modelos utilizados de cooperação entre players entrantes e estabelecidos – espaços de cooworking, programas de aceleração, comunidades acadêmicas etc. – o desafio, para Lopes, no entanto, está na escolha do modelo de colaboração. “Levar startups para dentro do banco, com todos os seus processos, pode matar a fintech,” alerta. O ideal é criar ambientes para essa interação.

Pellegrini lembra que cooperação é o antônimo de competição, que não se encaixa mais no atual contexto. “As fintechs encontraram um nicho, uma vez que o número de pessoas sem contas em bancos no Brasil é grande.” Os serviços financeiros têm espaço para se desenvolver muito, segundo ele.

Sobre concorrentes, Pereira comenta que há pouco tempo eles eram bem claros. “Hoje embaralhou. Por isso a B3 desenvolveu o Foresse, programa criado para saber onde estão as oportunidades, conseguir prever e ter conhecimento da concorrência.”

Outra questão ressaltada pelos palestrantes foi sobre a necessidade de participação dos colaboradores. Todos concordam que na esteira da transformação cultural, é preciso torná-los empreendedores, inovadores.


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