Exchanges de bitcoin superam, em número de investidores, a bolsa de valores


As principais exchanges de bitcoins do país, juntas, superam, em número de clientes, a bolsa de valores. É o que informa a Foxbit, uma das principais corretoras de bitcoin do país. A FoxBit, Mercado Bitcoin e Bitcointoyou respondem por 95% das transações com a criptomoeda feitas no Brasil e isso, em números, daria duas bolsas de valores da Bovespa. A soma dos clientes PF das três empresas, segundo informações da exchange, chega a mais de 1,1  milhão de investidores cadastrados, ante 619.626, da B3, em 28 de dezembro de 2017. (Foxbit, 350 mil cadastros; Mercado Bitcoin, 500 mil e Bitcointoyou, 270 mil)

O sócio-fundador da Foxbit, Guto Schiavon, explica que o resultado positivo se deve à alta de 1500% do bitcoin, o que refletiu no número de operações e no volume das exchanges. “Além disso, o mercado de criptomoedas se expandiu bastante, com altcoins e ICOs chegando ao mainstream também,” avalia. Para 2018, a Foxbit prevê crescimento de 500% no número de funcionários e no volume de operações. “Acreditamos que o mercado de criptomoedas inteiro continue a crescer, por isso também queremos começar a negociar outras moedas e até mesmo ICOs no futuro,” assinala Schiavon.

Outro fator de aumento da demanda por bitcoin, apontado pela empresa, é que, diferentemente de aplicações tradicionais, a criptomoeda apresenta valorização significativa A poupança rende aos clientes, em média, 0,5% ao mês; a previdência privada, 0,7% e o Tesouro pré-fixado, 10,03% ao ano. “Se compararmos o rendimento médio do bitcoin no mundo, a taxa de retorno é maior que a taxa de queda que a moeda sofreu desde sua criação. Só no último ano, o investimento cresceu mais de 1300%, superando qualquer tipo de investimento em renda fixa, renda variável ou mista. Em 2017, o Ibovespa (bolsa de valor brasileira) acumulou uma alta de 23% no ano,” explica o comunicado à imprensa.

Além disso, no bitcoin é possível começar a investir com R$20 e nem precisa ser direto numa corretora. Pode-se comprar de qualquer outro usuário na internet. “Acreditamos que o perfil de um investidor da bolsa é um pouco mais elitista, afinal, não é comum começar comprando R$50 em ações, por exemplo. O que está acontecendo no momento, é que o investidor de mercados tradicionais está começando a entrar no bitcoin, abrindo o horizonte para as criptomoedas e ICOs de olho na grande rentabilidade,” analisa o executivo.

A demanda pela mais conhecida criptomoeda é tão grande que, em dezembro do ano passado, a Foxbit suspendeu suas operações, pois o volume diário de operações chegou à casa de 7 mil. De acordo com Schiavon, para diminuir e eliminar a indisponibilidade e os atrasos, a empresa decidiu suspender o cadastro de novos usuários por 30 dias, para conseguir se preparar, tanto em sistemas, quanto em pessoas e limpar o backlog de depósitos e atendimento atrasados. “A previsão é que quando o cadastro volte a funcionar, a Foxbit garanta prazos mais ágeis do que quando houve o boom em dezembro,” comenta.

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