Em pagamentos e serviços financeiros, Brasil lidera a inovação na AL, diz estudo


Por Edilma Rodrigues

O Centro de Inovação da Visa, em Miami, divulga relatório da pesquisa ‘The State of Innovation in Latin America’, que examina indicadores, tendências e referenciais das empresas mais inovadoras da América Latina e do Caribe sob a perspectiva de pagamentos e serviços financeiros. Segundo o levantamento, os níveis de inovação na região são bem heterogêneos, variando conforme a indústria e o local pesquisado. O Brasil lidera em inovação e na adoção de novas tecnologias; o México se destaca em modelos de negócio e o Chile, em transações com pagamentos por aproximação.

O estudo, elaborado pela Americas Market Intelligence (AMI), inclui instituições financeiras, estabelecimentos comerciais, gateways de pagamento, agregadores e fintechs, dos principais mercados da região: Argentina, Brasil, México, Chile, Colômbia e Peru. E considerou quatro pilares-chave: apoio interno à inovação, habilidade de executar, uso de novas tecnologias e capacidade de escalar as soluções. Sobre inovação, o estudo Visa-AMI indica que a América Latina caminha para um paradigma em que fontes abertas e modelos de plataforma aberta estão se tornando o padrão.

“É evidente que a inovação nos pagamentos e serviços financeiros já está acontecendo em toda a região, acelerando a adoção dos pagamentos digitais e trazendo mais pessoas para o sistema financeiro,” explica o comunicado da empresa.

Brasil: pioneiro em novas tecnologias

O Brasil é considerado líder em inovação tecnológica da região e pioneiro na adoção de novas tecnologias, como machine learning, inteligência artificial, big data, biometria, entre outras modernas soluções. A inovação nos pagamentos foi favorecida pelo robusto ecossistema de pagamento local, incluindo grupos varejistas de classe mundial, autoridades reguladoras com visão de futuro que tornaram a interoperabilidade dos cartões obrigatória há quase dez anos, além de investimentos de capital de risco em fintechs – as startups brasileiras atraíram quase 90% dos 570 milhões de dólares investidos em fintechs em 2017.

Bancos e varejistas brasileiros se destacam pelo seu envolvimento em biometria com ênfase no reconhecimento facial, assim como tokenização, chatbots e outras ferramentas de alta tecnologia. Por todas essas razões, o Brasil está posicionado para continuar a liderar a região em inovação, forjando o caminho para o resto da América Latina seguir.

Outros país da AL

O mercado mexicano lidera em termos de inovação em modelos de negócio e sedia mais de 300 fintechs em franco desenvolvimento. Na Colômbia, as empresas tornam os pagamentos digitais mais acessíveis e melhoram o acesso aos meios eletrônicos de pagamento, especialmente nos pagamentos card-on-file, carteiras digitais e adquirentes.

A Argentina, que conta com uma das indústrias de desenvolvimento de software mais fortes da região e uma força de trabalho talentosa, impulsionou o sucesso dos maiores sites de comércio eletrônico da região, como o MercadoLibre. A inovação nos pagamentos deve ganhar muita força este ano dadas as iniciativas do governo e do banco central, além de mudanças na iniciativa privada com abertura significativa na indústria de adquirentes.

O Chile é o líder regional em termos de penetração de transações com cartões de pagamento por aproximação, modernizando a experiência no PDV e sedia diversas startups de peso. Grupos varejistas alcançaram e até superaram os bancos em termos de emissão de cartões e têm forte presença no comércio eletrônico. E o Peru, cuja economia está em rápido crescimento, ainda depende bastante do dinheiro em papel, motivo pelo qual a adoção de novas tecnologias está abaixo dos outros mercados.

Características das empresas mais inovadoras

Entre as empresas com os níveis mais altos de inovação estão as que já nasceram digitais, bancos líderes e alguns varejistas tradicionais. Após analisar suas estratégias, o estudo indicou várias características importantes e em comum dessas empresas como equipe, departamento ou centro dedicados à inovação; laboratórios de inovação e espaços abertos para promover a colaboração entre os diferentes departamentos; incorporam a inovação interna e externamente, com uma média de 140 APIs e parcerias com 15 startups por ano, em média.

Além disso, dessas empresas, 80% usam tecnologias líderes como inteligência artificial (IA) e machine learning; conseguem escalar suas soluções internacionalmente, levando-as para mais de cinco mercados; produziram uma média de 57 provas de conceito nos últimos três anos e desenvolvem soluções em menos de cinco meses.

Mais sobre o relatório The State of Innovation in Latin America estão online.

Com informações da assessoria de imprensa


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