Cadastro Positivo: 78% dos brasileiros acreditam que será mais fácil obter crédito


Por Edilma Rodrigues

Segundo pesquisa da Serasa Experian, 78% dos brasileiros acham que empréstimos e financiamentos se tornarão mais acessíveis com a entrada do Cadastro Positivo, que passou a vigorar no Brasil em 9 de julho de 2019, no modelo de inclusão automática de consumidores. Dentro deste percentual, 51% dos entrevistados afirmam que as solicitações de crédito junto aos bancos serão mais fáceis. Na sequência estão as financeiras (35%) e lojas físicas e online de diferentes áreas: carros e motos (24,2%), eletrodomésticos (15,5%), roupas (13,3%), eletrônicos (13,3%) e materiais de construção (9,1%).

Segundo o levantamento, 83% dos brasileiros já ouviram falar ou conhecem o Cadastro Positivo. Os dados consideram apenas as respostas daqueles que afirmaram já ter ouvido falar ou conhecem o Cadastro Positivo, que somam 83% dos 2.017 consumidores entrevistados em todo o Brasil em junho de 2019. “A metodologia aplicou um questionário a um público de diferentes faixas etárias e renda, nas regiões Sudeste, Nordeste, Sul e Centro-Oeste/Norte,” informa a nota da Serasa Experian.

A pesquisa revela ainda que mais da metade (56%) dos participantes está confortável em saber que suas informações serão incluídas de forma automática no banco de dados de empresas de proteção ao crédito. Outro dado relevante aponta que 66% dos entrevistados acreditam que haverá taxas de juros e condições de pagamentos diferentes para os bons pagadores e, nesta amostra, 72% esperam ver melhorias já nos próximos seis meses. 

“Estes resultados mostram que os consumidores têm consciência da importância do Cadastro Positivo e dos ganhos que ele deve trazer ao mercado brasileiro de crédito”, diz a diretora de operações de dados da Serasa Experian, Leila Martins.

O cadastro positivo

O cadastro positivo compulsório, instituído na Lei Complementar 166, de abril deste ano, prevê a adesão automática no repasse, sem consentimento, de informações de histórico de pagamento de cidadãos a bureaus (escritórios) de crédito (como Serasa e SPC – Centralização de Serviços dos Bancos e Serviço de Proteção ao Crédito), informa a Agência Brasil. Eles servirão de base para atribuição de notas de crédito a cada cidadão, que serão utilizadas como referência na tomada de empréstimos e realização de crediários, entre outras operações. 

Serão avaliados os “dados financeiros e de pagamentos, relativos a operações de crédito e obrigações de pagamento adimplidas ou em andamento”, conforme descrito na lei. Entram aí, por exemplo, o quanto uma pessoa atrasou pagamentos de contas ou de cartão de crédito, que dívidas ela tem, com que empresas e sua capacidade financeira de arcar com compromissos adquiridos. Podem, inclusive, ser consideradas informações de desempenho também dos familiares de primeiro grau.

“O cadastro positivo já existe no país. Contudo, dependia da autorização do indivíduo para que fosse incluído na lista. A diferença da nova modalidade consiste na adesão automática, sem que a pessoa tenha de dar qualquer permissão para que informações de histórico de pagamento possam ser avaliadas pelos bureaus de crédito para formar as notas,” sinaliza matéria da Agência Brasil.

Com informações da Serasa Experian e da Agência Brasil


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