Brasil não precisará de uma PSD2 e terá open banking melhor regulado


Apesar de uma certa apreensão do mercado brasileiro com relação a possibilidade de uma regulação interna semelhante à famosa PSD2 (payment services revised directive) adotada pelos países do Espaço Econômico Europeu, a expectativa de alguns especialistas é de que Brasil não precise passar por um processo semelhante e consiga encontrar uma regulação até superior para o funcionamento do open banking.

A posição foi defendida por Ricardo Taveira, fundador da fintech com plataforma para o segmento de open banking Quanto, durante o painel Open Bank pelas Fintechs, realizado ontem (12) no primeiro dia do CIAB FEBRABAN 2018. Além dele, participaram da discussão o fundador e CEO da Sensedia, Kleber Bacili e o CEO da QueroQuitar, Marc Lahoud. Os trabalhos foram coordenados pelo Head de Desenvolvimento de Sistemas Varejo do Banco Votorantim, Wallace Jagiello.

O argumento de Taveira é que os bancos brasileiros estão adotando as plataformas abertas antes mesmo de que haja qualquer exigência dos órgãos reguladores. “Todos já estão fazendo e aqueles que não fizerem terão como principal argumento para fazer a constatação de que seus concorrentes já fizeram e ele estará ficando defasado”, disse. Segundo ele, o fato do próprio mercado estar indo nesta direção proporcionará as vantagens da auto regulação que normalmente torna o processo mais rico e menos difícil de ser implementado.

Ao falar sobre o assunto, o Kleber Bacili demonstrou receito de que um processo nos moldes do PSD2 europeu não alcance os resultados esperados no Brasil. “Aqui o mercado é mais concentrado e existe um poder maior nas mãos dos grandes players. Não tenho certeza de que o modelo europeu vá funcionar em curto prazo”, disse.

Já Marc Lahoud, após apresentar todos o crescimento que a QueroQuitar vem alcancando no mercado de recuperação de crédito devido a uma estratégia que tem a plataforma aberta como um dos pilares, declarou que “no futuro a integração deve virar comodite e a decisão de uso será baseada no tipo de operação que mais combina com as necessidades e desejo dos usuários”, finalizou.


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