Banco Central aprova primeira operação de empréstimos entre pessoas feita por fintech


Por Edilma Rodrigues

O Banco Central do Brasil autoriza a fintech MOVA a operar como sociedade de empréstimo entre pessoas (SEP). A informação foi enviada em nota pela startup. Esta é a primeira autorização dada pela entidade a uma fintech de crédito, desde abril de 2018, quando o Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentou – resoluções 4.656 e 4.657 – a intermediação entre credores e devedores por meio de negociações realizadas em meio eletrônico por startups financeiras.

A fintech atua no modelo de peer-to-peer lending – ou empréstimo P2P e seu negócio se baseia em uma plataforma eletrônica, que faz a ponte entre investidores e financiados, sem a necessidade de intermediação de uma instituição financeira. “Esse formato permite a oferta de taxas de juros menores para quem financia e maior retorno para quem investe,” ressalta a nota.

A estruturação do negócio da MOVA teve início em maio de 2018, logo após a publicação da regulação. O pedido de aprovação foi enviado ao Banco Central em setembro do mesmo ano. Agora, com a autorização do BC, a fintech pretende lançar sua plataforma em junho deste ano, com diversos tipos de financiamentos para pessoa jurídica disponíveis. Já para pessoa física, explica nota da empresa, será possível financiar cursos de pós-graduação. “Geralmente, o financiamento será coletivo, quando um grupo de investidores completar o valor solicitado, a operação é formalizada online. Cada investidor, poderá pulverizar seu risco, investindo em pequenas cotas de financiamentos para montar um portfólio diversificado,” acrescenta o comunicado.

A startup nasceu de uma sociedade com a Omni, empresa que com 25 anos de mercado, fundada como financeira e que hoje atua também como banco. Na parceria, os controladores da Omni entram como investidores no projeto elaborado por Roberto Felipe Testch, CEO e sócio-fundador da MOVA. Além da redução de custos, a fintech também busca reduzir o risco de inadimplência. “Não se trata de inventar a roda, mas de trazer para o cliente de menor porte um tipo de serviço que os bancos de investimento já oferecem para as grandes empresas.” afirma Testch.

A MOVA atua de forma independente do grupo Omni, nos termos da sua regulação.

Com informações do Banco Central e da assessoria de imprensa da MOVA


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