Ano Novo chinês ajudou a derrubar o bitcoin


A oscilação da cotação do bitcoin não é novidade. Mas, nas últimas semanas, o recuo da criptomoeda deixou alguns investidores alarmados. Desde o início do ano, seu valor caiu pela metade, chagando a menos que US$ 6 mil, na ultima terça-feira (6). Na quarta (7), a moeda se recuperou e, de acordo com a Coindesk, abriu o dia cotada a US$ 7,700.39, alcançou seu maior valor, de US$ 8,582.93, por volta da 13h30, e manteve a média de US$ 8,100. Para esclarecer as razões por traz de tanta variação e da recente queda na cotação, conversamos com o sócio advisor da FOXBIT, Marcos Henrique, que enumerou algumas delas, como o efeito ‘manada’ e a influência do Ano Novo Chinês.

Você pode perguntar: mas o que essa data tem a ver com o bitcoin? Nosso entrevistado responde: “No Ano Novo chinês as pessoas usam o lucro acumulado para festas, presentes, etc. E a força de venda de bitcoins na China é muito grande.” Em 2018, segundo o portal Nippo Brasília, o Ano Novo Chinês será comemorado em 16 de fevereiro. “Este será o ano 4.716 do calendário chinês. (…). Seguindo a tradição chinesa, a comemoração é muito festiva com danças típicas, desfile do dragão e do leão, shows de música chinesa, sem deixar de falar em artes marciais, feng shui e gastronomia. Vale lembrar que o movimento diário da China, antes das proibições, era de 15% do mercado de bitcoin, de acordo com a Cointelegraph.

Obviamente, existem outros fatores. “O bitcoin subiu muito em 2017. Saiu de US$ 1 mil, em janeiro, para US$19 mil dólares, em dezembro. É uma alta muito expressiva e o mercado se posicionou de forma a fazer uma correção desse valor,” explica Henrique. Além disso, acrescenta ele, rumores sobre os governos da Coreia e da China proibirem o comércio de criptomoedas teve impacto no mercado, como acontece no mercado tradicional. “Descobriu-se também, há duas ou três semanas, que o Theter Dólar, que deveria ter lastro de US$ 1 para USD₮ 1, estava inflacionado. A empresa emitiu mais tokens theter que sua reserva em dólares, o que pegou mal no mercado,” comenta o executivo da Foxbit.

No Brasil, os clientes da Foxbit utilizam o bitcoin para especulação financeira e investimento. Para Henrique, a utilização da criptomoeda no comércio precisa ser incentivada. E a favor da moeda famosa, ele argumenta que o comércio com bitcoin é uma poderosa ferramenta de segurança contra hackers porque, ao contrário dos dados de cartões de crédito, por exemplo, que ficam registrados no e-commerce, o bitcoin não deixa rastro. Outro ponto importante é o projeto de Lei que tramita em Brasília há algum tempo. “Nossa expectativa quanto à regulamentação é positiva. Esperamos que a decisão seja pró-inovação. No Japão, na Austrália e em outros lugares, quando as criptomoedas foram regulamentadas houve um boom de legitimidade,” finaliza o especialista da Foxbit


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